domingo, 9 de março de 2014

CASA SÃO BENEDITO/ NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO - MT : ESPAÇO DE SOCIABILIDADE E RESISTÊNCIA NEGRA



G. Ciências Humanas - 1. Antropologia - 3. Antropologia das Populações Afro-Brasileiras

CASA SÃO BENEDITO/ NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO - MT : ESPAÇO DE SOCIABILIDADE E RESISTÊNCIA NEGRA

Antônio Eustáquio de Moura 1, 2   (autor)   eustaquiodemoura@yahoo.com.br
Marilia da Conceição Reis de Moura 3   (colaborador)   mariliadereis@yahoo.com.br
Deroni de Fátima Leite Mendes 4   (colaborador)   deroni.mendes@bol.com.br
Mauro Ferreira Mendes 5   (colaborador)   


1. Departamento de Pedagogia, campus de Cáceres, Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT
2. Doutorado em Ciências Sociais, Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
3. Mestrado em História, Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT
4. Curso de Geografia, campus de Cáceres, Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT
5. Curso de História, campus de Cáceres, Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT

INTRODUÇÃO:
A Casa São Benedito localizada na cidade de Nossa Senhora do Livramento/MT (á partir deste momento denominada apenas de Livramento), está situada à 40 Km de Cuiabá . É um espaço freqüentado principalmente por negros das áreas rurais e urbanas de Livramento para: 1 – rezar, fazer pedidos e promessas para São Benedito , santo negro considerado protetor dos negros (as); 2 – fazer consultas espirituais, receber conselhos e “benzeção” do Sr Cesário Sarat , chefe da Casa e “Pai de Santo”; 3 – participar de cerimônias de Umbanda; 4 – fazer consultas de saúde com o Sr Cesário que prepara e receita remédios de plantas; 5 – participar dos preparativos e da realização da Festa de São Benedito; 6 – alojamento de pessoas das comunidades rurais quando vão a cidade para resolver pequenos negócios, ida aos órgãos públicos, tratamentos de saúde etc. A Casa São Benedito, também, é o local onde se realiza a mais importante Festa de São Benedito do município de Livramento e sede do Grupo de Dança do Congo de Livramento, grupo este que juntamente com o de Vila Bela da Santíssima Trindade são os únicos existente em Mato Grosso e considerados umas das maiores manifestações da cultura negra matogrossense.

METODOLOGIA:
Os dados para a elaboração deste trabalho foram coletados através de pesquisa bibliográfica, em observação dirigida durante visitas à Casa São Benedito nos anos de 2000 a 2002 ; e entrevistas com o Sr Cesário Sarat da Silva (dirigente e líder espiritual da Casa São Benedito), com freqüentadores da Casa e antigos devotos de São Benedito. Utilizamos máquina fotográfica e gravador cassete como apoio a coleta de dados.

RESULTADOS:
A Casa São Benedito é estruturada em diversos espaços para realizar suas diferentes funções, tendo: 1- na entrada, a sala com o altar de São Benedito; 2 – área coberta utilizada pelo Sr Cesario para receber visitantes, umbandistas e devotos de São Benedito; 3 – sala onde se realizam as práticas e cerimonias de Umbanda; 4 – sala com remédios de raízes e plantas; 5 – residência do Sr Cesário contendo quarto e cozinha; 6 – alojamento para visitantes de fora, e dançantes da Dança do Congo; 7 – sanitários; 8 - área de cozinha ; 9 – área de serviço para a chegada de materiais para a Festa e entrada e saída opcional de pessoas.
O Sr Cesário com a ajuda de seus familiares e de antigos devotos da Casa e de São Benedito mantém o local e realizam a Festa de São Benedito, não recebendo nenhum apoio de órgãos públicos, ONGs e entidades negras, exceto pequena ajuda da Prefeitura de Livramento na época da Festa..
Atualmente a direção da Casa enfrenta inúmeras dificuldades como a falta de apoio de entidades publicas, de ONGS e de entidades negras; invisibilidade parcial nos meios de comunicação; o preconceito de parte da população de Livramento que consideram o local como de negros atrasados; a falta de institucionalização da casa que a impede de pleitear incentivos públicos de maior monta; venda do lote dos fundo da Casa o que causou fechamento da entrada dos fundos imprescindível para realização da festa; a inexistência de um sucessor oficial do Sr Cesário que está doente.

CONCLUSÕES:
A Casa São Benedito é um espaço fixo de sociabilidade , de religiosidade e da Cultura Negra em Livramento. Sendo um local de resistência cultura, estruturação da identidade étnica da população negra e de socialização das novas gerações de negros (as) principalmente pelo “currículo invisível” da Festa de São Benedito, Dança do Congo e das demais atividades da Casa. A Casa enfrenta uma serie de dificuldades advindas da carência de recursos e apoios oficiais e não oficiais e da necessidade de adaptações aos “novos tempos”.

Instituição de fomento: CAPES/UNEMAT



Palavras-chave:  CASA SÃO BENEDITO/N. S.Livramento -MT; TERRITÓRIO NEGRO; CULTURA AFRO-BRASILEIRA.

Anais da 56ª Reunião Anual da SBPC - Cuiabá, MT - Julho/2004

Disponível em:< C:\Documents and Settings\USUARIO\Desktop\pasta de trabalho 2011\resumos SBPC em Cuiabá.mhtC:\Documents and Settings\USUARIO\Desktop\pasta de trabalho 2011\resumos SBPC em Cuiabá.mht >.Acesso em: :6 maio 2011

A PARTICIPAÇÃO DAS ESCOLAS QUILOMBOLAS NA 5ª COMEMORAÇÃO DO DIA DA CONSCIENCIA NEGRA, POCONÉ MT



A PARTICIPAÇÃO DAS ESCOLAS QUILOMBOLAS NA 5ª COMEMORAÇÃO DO DIA DA CONSCIENCIA NEGRA, POCONÉ MT
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Antônio Eustáquio de Moura, Teófilo Mendes da Silva; Rosária Leite da Costa;
Lèia Rosa Barros, aluna da UNEMAT, voluntaria do Projeto de Pesquisa “Levantamento das Comunidades Negras Rurais dos municípios de Nossa Senhora do Livramento  -  escrito em 2010
contato eustaquiodemoura@yahoo.com.br.
65 92013897


As comemorações do Dia da Consciência Negra (20 de Novembro) realizadas pelas comunidades negras rurais de Poconé foram iniciadas, em 2005, como forma dos quilombolas afirmarem sua identidade étnica, mostrarem e valorizarem a cultura afro-brasileira, visando aumentar a autoestima dos membros das comunidades.  A 5ª edição desta comemoração foi realizada na Comunidade do Laranjal e contou com a participação de 23 comunidades e 1.500 (mil e quinhentas) pessoas.  Utilizando fotografias do acervo fotográfico do projeto de pesquisa “Levantamento das comunidades negras rurais dos municípios de Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Barra do Bugres e Cáceres/MT” (financiado pela FAPEMAT), buscaremos destacar a participação de alunos (as) e professores de escolas localizadas em comunidades quilombolas de Poconé, os quais receberam apoio de participantes e voluntários do referido projeto de pesquisa, no planejamento e montagem dos trabalhos expostos na festa, demonstrando na prática a interligação da pesquisa e da extensão universitária.

Palavras Chaves-
5ª Comemoração da Consciência Negra; escolas quilombolas, Poconé/MT; identidade étnica, comunidades negras rurais.

BREVE HISTÓRICO DO MOVIMENTO DAS COMUNIDADES NEGRAS RURAIS QUILOMBOLAS DE POCONÈ/MT




BREVE HISTÓRICO DO MOVIMENTO DAS COMUNIDADES NEGRAS RURAIS QUILOMBOLAS DE POCONÈ/MT

Antônio Eustáquio de Moura, Teófilo Mendes da Silva; Rosária Leite da Costa; e Lèia Rosa Barros, voluntaria do Projeto de Pesquisa “ Levantamento das Comunidades Negras Rurais dos municípios de Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Barra do Bugres e Cáceres”/FAPEMAT, UNEMAT.
Tel 65  92013897 eustaquiodemoura@yahoo.com.br
Trabalho apresentado ao REMTEA em 2010

Neste trabalho pretendemos relatar a história do Movimento Quilombola no município de Poconé/MT, buscando visibilizar as comunidades negras rurais quilombolas e suas lideranças.  De acordo com Antonio Eustáquio de Moura/UNEMAT, campus de Cáceres, existem 35 comunidades negras rurais no município, o que o torna um dos primeiros do Estado de Mato Grosso em numero de comunidades.  A partir de 2003, o projeto de pesquisa “História e Memória: comunidades negras rurais de Poconé/MT”, coordenado pelo prof. Antonio Eustaquio de Moura, através de visitas, reuniões e distribuição de textos, iniciou a divulgação do conceito de comunidade remanescente de quilombo e da legislação federal e estadual referentes aos direitos das comunidades quilombolas. Estas ações somadas aos apoios de outras pessoas e instituições criaram condições para que, em Poconé, surgisse um processo de etnogênese da identidade de remanescente de quilombo e a criação de um movimento quilombola.  Em 2005 foi realizado o Primeiro Encontro das Comunidades Negras Rurais Quilombolas de Poconé, e a formação de uma Coordenação municipal quilombola, a primeira no Estado de Mato Grosso.

DIVERSIDADE DAS COMUNIDADES NEGRAS RURAIS DO ESTADO DE MATO GROSSO.



ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A CRIAÇÃO DE ANIMAIS EM COMUNIDADES NEGRAS RURAIS DO ESTADO DE MATO GROSSO.


Antônio Eustáquio de Moura, Teófilo Mendes da Silva; Rosária Leite da Costa; e Léia Rosa Barros, voluntaria do Projeto de Pesquisa “ Levantamento das Comunidades Negras Rurais dos municípios de Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Barra do Bugres e Cáceres”/FAPEMAT, UNEMAT.  
Tel 65 . 92013897   eustaquiodemoura@yahoo.com.br.
Trabalho apresentado no REMTEA em 2010

Os quilombolas criam suínos, aves, bovinos e eqüinos.  As aves e os porcos são criados soltos nos terreiros das casas, sendo que os porcos, as vezes, ficam presos em mangueiros e chiqueiros. As aves e suínos não têm raças definidas e são criados visando o consumo familiar, e raramente são comercializados.  Normalmente não são utilizados insumos externos para cuidados sanitários e alimentação destes animais que são alimentados e cuidados com produtos da própria unidade familiar.  Os bovinos, geralmente azebuados, e os eqüinos, sem raça definida. são criados soltos no cerrado e nas pastagens naturais, e em alguns casos nas pequenas pastagens artificiais de braquiaria que começaram a ser formadas.  O número de cabeças de bovinos por grupos familiares é reduzido, havendo casos de famílias que não possuem nenhum animal.  Os bovinos são utilizados para produção de leite, utilizado pelas famílias, e para a produção de bezerros.  Os eqüinos são utilizados como montaria e tração de charretes (não se utiliza tração animal nas roças).  A mão de obra utilizada para a criação de aves e suínos é feminina e infantil, sendo masculina, jovem ou adulta, para criação de bovinos e eqüinos.

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A CRIAÇÃO DE ANIMAIS EM COMUNIDADES NEGRAS RURAIS DO ESTADO DE MATO GROSSO.



ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A CRIAÇÃO DE ANIMAIS EM COMUNIDADES NEGRAS RURAIS DO ESTADO DE MATO GROSSO.


Antônio Eustáquio de Moura, Teófilo Mendes da Silva; Rosária Leite da Costa; e Léia Rosa Barros, voluntaria do Projeto de Pesquisa “ Levantamento das Comunidades Negras Rurais dos municípios de Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Barra do Bugres e Cáceres”/FAPEMAT, UNEMAT.  
Tel 65 96124196  leiarosa-2011@hotmail.com.
Trabalho apresentado no REMTEA em 2010

Os quilombolas criam suínos, aves, bovinos e eqüinos.  As aves e os porcos são criados soltos nos terreiros das casas, sendo que os porcos, as vezes, ficam presos em mangueiros e chiqueiros. As aves e suínos não têm raças definidas e são criados visando o consumo familiar, e raramente são comercializados.  Normalmente não são utilizados insumos externos para cuidados sanitários e alimentação destes animais que são alimentados e cuidados com produtos da própria unidade familiar.  Os bovinos, geralmente azebuados, e os eqüinos, sem raça definida. são criados soltos no cerrado e nas pastagens naturais, e em alguns casos nas pequenas pastagens artificiais de braquiaria que começaram a ser formadas.  O número de cabeças de bovinos por grupos familiares é reduzido, havendo casos de famílias que não possuem nenhum animal.  Os bovinos são utilizados para produção de leite, utilizado pelas famílias, e para a produção de bezerros.  Os eqüinos são utilizados como montaria e tração de charretes (não se utiliza tração animal nas roças).  A mão de obra utilizada para a criação de aves e suínos é feminina e infantil, sendo masculina, jovem ou adulta, para criação de bovinos e eqüinos.